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Novas perspectivas em design

Em 2001, a Skywalk começou a testar seus novos modelos (parapentes e kites) no túnel de vento da Daimler Chrysler, em Sttutgart, Alemanha, a fim de aprender mais sobre as condições de fluxo de ar em superfícies flexíveis. Muitas descobertas foram feitas e, ao mesmo tempo, os limites possíveis começaram a ser visíveis. (foto 1)

Os parapentes foram fixos no túnel de vento, eliminando desta forma qualquer tipo de pêndulo. Assim sendo, as manobras dinâmicas como curvas e o feedback do movimento do aerofólo no fluxo de ar, não puderam ser verificados.

Até entao, sabíamos ainda relativamente pouco sobre o comportamento real dos aerofólios flexíveis no ar:

* Que influência real tem as dobras e costuras no escoamento do ar? Qual perfil geométrico é realmente formado em vôo?

* Quais as deformações sofridas pelo perfil aerodinâmico quando o aerofólo é inflado?

* Quais as variações de perfil experimentado pelo aerofólio quando em meio turbulento, devido a elasticidade do material e das diferenças de pressão no momento de desequilíbrio em turbulência?

* Como exatamente se dá a interrupção do fluxo de ar no instante do "full stall"?

Muitas destas perguntas foram, a partir dos experimentos no túnel de vento, respondidas e sairam do campo da suposição! (foto 2)

 

Tal qual a fábrica de helicópteros Aerostar, a equipe de desenvolvimento da Skywalk, em cooperação da Photo-Finck, colocou um pouco de luz nesta área de pesquisa desconhecida usando equipamentos de alta tecnologia.

A idéia foi filmar o parapente muito de perto, com uma câmera de vídeo digital minúscula e de alta resolução (foto 3). Inúmeras posições de câmera foram possíveis, por causa do baixo peso (abaixo de 100g) e das dimensões da câmera que não impunham nenhuma restrição.

 

A transmissão dos dados para o gravador era estabelecida por um cabo especial de 12 metros, que estava anexado à vela e era levado até o piloto. (foto 4)

 

A fim de maior documentação do fluxo de ar e das deformidades do aerofólio, foram montados na selete um a fonte de 12v, um gravador mini-DV e um monitor das câmeras com pequenas dimensões, não pertubando a pilotagem do parapente. Diferentes lentes foram usadas para melhor visualização e documentação do comportamento do aerofólio em diferentes situações.
(foto 5)

Diferentes posições da câmera foram possíveis devido ao baixo peso e dimensões reduzidas. Com o objetivo de ter uma visão do extradorso, uma barra de madeira ou alumínio com 1,5m de comprimento foi colocada diretamente ao longo da estrutura do perfil, por dentro da vela.

 

Esta barra foi fixada nos pontos de ancoragem das linhas.

 

A câmera então foi amarrada a esta barra com um grampo e gira em torno do eixo. (foto 6) Esta posição permite uma excelente visão da parte superior da vela (extradorso) do bordo de ataque ao de fuga, sendo a visão do bordo de ataque, uma das mais importantes perspectivas para este estudo.

 

O padrão de fluxo do ar e qualquer perturbação a este, são os pontos mais importantes. Mais uma vez uma barra é utilizada aqui como suporte da câmera: amarrada do lado inferior da vela às linhas A e B, esta barra se extende por mais ou menos 70 a 100 cm a frente do bordo de ataque.

 

A câmera foi fixada à ponta da barra, apontando para trás na direção da vela, em posição diagonal. (fotos 7, 8 e 9)

 

Desta maneira, todo o equipamento quase não sofre alteração de posicionamento durante o transporte do parapente. (foto 10)

 

Sobre a face inferior da vela, do outro lado, uma placa de montagem de poliestireno expandido se mostrou adequada à fixação na bifurcação da linha. Esta fixação é relativamente insensível à tração e permite, dessa forma, alguma trepidação. (fotos 11 e 12)

 

Mesmo com os mais duros testes de manobras a imagem da câmera é excelente e o formato digital nos permitiu obter fotos da própria captura de vídeo. Os vídeos originais revelam mais detalhes devido, naturalmente, à dinâmica do as fotos. Porém, as imagens fixas permitiram uma melhor medição da geometria existente.

 

Foi possível então determinar exatamente o quão forte são as forças atuantes e em que lugares estão resentes nas mais diversas situações experimentadas em vôo. Isso nos deu referências reais para modelagens de velas.

 

Turbina de testes

Teste do parapente no túnel de vento

Microcamera

Unidade de gravação  - Microcamera

Teste no parapente

Microcamera - Kamerabefesigung

A microcamera aplicada na vela do parapente

Kamerakopf

geschulterter Schirm

A microcamera aplicada na vela do parapente

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